SIGMUND FREUD 1856-1939



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De Origem Judaica
• Nascido em Freiberg, em 6 de maio de 1856, na Morávia (atual República Checa), filho de Jacob Freud e de sua terceira esposa, Amália. 
• Freud diz ter de sua origem judaica três qualidades que o auxiliaram muito nessa luta:
 • veneração pelo conhecimento em geral, sobretudo pelas ciências; 
• espírito crítico bastante livre;
• e grande resistência à hostilidade.

Quanto à sua situação familiar,ele parece deixar como exemplar o complexo de Édipo: um pai que se casa com uma jovem mulher, pouco mais velha que os filhos do primeiro casamento.
 
EDUCAÇÃO

• Em 1860, Jacob Freud, comerciante de lã, mudou-se para Viena, onde Freud residiu a maior parte de sua vida, transferindo-se para Londres pouco antes de morrer, para fugir do nazismo.
• Embora o pai tenha lhe transmitido os valores do judaísmo, nunca seguiu a tradição nem os valores religiosos, mas nunca deixou de se considerar um homem judeu. • Formou-se em medicina, em 1882. 
• Em 1886, casou-se com Mathilde Barnays. O casal teve 6 filhos, sendo a mais nova Anna Freud.
 
FORMAÇÃO

• A sede de saber vai orientar desde o início o jovem Freud para a medicina, a botânica, a química, a anatomia patológica e também para a filosofia e para a história.

• Como escreveu, justamente, M.Robert: 
• Materialista, positivista… firmemente convencido de que as causas das doenças devem ser procuradas no organismo e que a opinião contrária não passa de uma ilusão ou um pré-julgamento, o Freud anterior a Freud poderia, sem dúvida, ser um desses pesquisadores eminentes no estreito círculo de sua especialidade, mais ou menos distante do grande público.

PERCURSO DA PSICANÁLISE:


• 1895 – PUBLICAÇÃO DO ARTIGO “ESTUDOS SOBRE HISTERIA”, COM JOSEF BREUER.

• 1900 – PUBLICAÇÃO DE “A INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS”.

• 1905 – “TRÊS ENSAIOS SOBRE A TEORIA DA SEXUALIDADE”.

• 1913 – “TOTEM E TABU: ALGUNS ASPECTOS COMUNS ENTRE A VIDA MENTAL DOS PRIMITIVOS E A DOS NEURÓTICOS”. 

• 1921 – “PSICOLOGIA DAS MASSAS E ANÁLISE DO EU”.

• 1927 – “O FUTURO DE UMA ILUSÃO”. • 1930 – “O MAL-ESTAR NA CULTURA”.

• 1939 – “MOISÉS E O MONOTEISMO”.

PRIMEIRA FASE DA PSICANÁLISE – TEXTOS DE METAPSICOLOGIA (1895-1914)


•“PULSÕES E DESTINO DA PULSÃO”.

•“O INCONSCIENTE”.

•“O RECALQUE”.

•“LUTO E MELANCOLIA”.

•“COMPLEMENTO METAPSICOLÓGICO À DOUTRINA DOS SONHOS”.

•“PARA INTRODUZIR O NARCISISMO”.

•“VISÃO GERAL DAS NEUROSES DE TRANSFERÊNCIA” (publicadoem1985).


REVIRAVOLTA NOS ALICERCES DA TEORIA PSICANALÍTICA


• 1920 – “ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER”.


• 1923 – “O EU E O ID”. • 1940 – “ESBOÇO DE PSICANÁLISE”.


REFERÊNCIAS:

FREUD, Sigmund. O Futuro de uma Ilusão; tradução de Renato Zwick; Ensaio Biobibliográfico de Paulo Endo e Edson Souza; www.ipm.com; s/d.

 JOLIBERT, Bernard.     Sigmund Freud / Bernard Jolibert; tradução: Elaine Teresinha Dal Mas Dias. – Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2010.     120 p.: il. – (Coleção Educadores)     Inclui bibliografia.       ISBN 978-85-7019-555-5 1. Freud, Sigmund, 1856-1939. 2. Educação – Pensadores – História. I. Título.            CDU 37


 

Comentários

  1. O texto “O Futuro de uma Ilusão, O mal-estar na civilização e outros trabalhos”, na primeira parte trata sobre o estudo da civilização e os fatores de seu desenvolvimento através da cultura, visto que é dada através da coerção e do poder, por isso as classes que conseguiram observar e dominar essas relações predominou sobre as demais.
    A construção do pensamento da cultura é feita através dos contextos vivenciados pelas experiências. O indivíduo é conduzido a não avaliar o seu tempo passado e não refletir sobre o presente para assim não produzir juízos sobre o futuro. Poderia de se pesar que a essência da civilização humana consta no conhecimento e a capacidade de transformar os recursos naturais em riquezas para a satisfação de suas necessidades e os regulamentos necessários para ajustar as relações entre os homens e a distribuição de riqueza disponível. Estas relações são interligadas porque o homem se relaciona influenciado pela satisfação instintual que a riqueza proporciona, pode servir como riqueza ao utilizar sua capacidade de trabalho ou como objeto sexual e porque todo indivíduo é virtualmente inimigo da civilização. A civilização tem de ser defendida contra o indivíduo, por isso necessita de regulamento, instituições e ordens a fim de se proteger contra os impulsos hostis dos homens.
    O autor fala que poderia se pensar em um possível reordenamento das relações humanas sem as perturbações da discórdia interna e a dedicação às riquezas e seu aproveitamento, mas parece que a civilização se constrói sobre a coerção e a renúncia ao instinto. Tem de se considerar o fato dos homens terem tendências destrutivas e essas tendências podem determinar o comportamento delas na sociedade humana. Este fato psicológico é relevante porque parece que a ênfase mudou do material para o mental. O controle da massa por uma minoria, “as massas são preguiçosas e pouco inteligentes, não tem amor à renúncia instintual e não podem ser convencidas pelo argumento”. Os regulamentos da civilização são mantidos através de coerção porque os homens não são gostam de trabalhar espontaneamente e os “argumentos não valem contra suas paixões”.
    Ana Talana Nunes Peixoto
    Cleilton Oliveira da Mata
    Gean Melo
    Valdenilson Valdez

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  2. O Futuro de Uma Ilusão foi escrito por Freud em um período conturbado devido as guerras que estavam acontecendo. Neste ensaio, o autor indaga sobre a necessidade psicológica dos sentimentos religiosos no indivíduo. Para Freud, esses sentimentos se baseiam em questões mal desenvolvidas – ou resolvidas- na infância e tais questões são as principais responsáveis pelo declínio intelectual da maioria dos humanos.

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  3. A civilização, portanto, tem de ser defendida contra o indivíduo, e seus regulamentos, instituições e ordens dirigem-se a essa tarefa. Visam não apenas a efetuar uma certa distribuição da riqueza, mas também a manter essa distribuição; na verdade, têm de proteger contra os impulsos hostis dos homens tudo o que contribui para a conquista da natureza e a produção de riqueza. As criações humanas são facilmente destruídas, e a ciência e a tecnologia, que as construíram, também podem ser utilizadas para sua aniquilação." (FREUD, Sigmund, O futuro de uma ilusão; pg. 2)
    Neste trecho do texto Freud explicita a diferença entre indivíduos e sociedades formadas por seres-humanos, as conhecidas civilizações. O que fica claro em seu texto justamente neste ponto é como se diferencia a natureza humana da civilização, que é necessita de um afastamento dos impulsos naturais humanos, que muitas vezes vão contra as necessidades sociais. Logo, seria um erro afirmar que a formação de sociedades civilizadas é algo natural de nossa espécie, mas que por necessidade abrimos mão de desejos individualistas de nossa natureza, não de bom grado, mas através de contratos, leis, moral, e como Freud diz, por muito tempo a principal instituição reguladora destes contratos capaz de convencer os indivíduos a se agrupar para seguir suas regras, no entanto Freud faz criticas justamente a isto.

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  4. Na obra “O Futuro de uma Ilusão”, Freud enfatiza o conflito entre os impulsos anti-sociais do indivíduo e as exigências da civilização, conflito também entre o intelecto do homem e seus impulsos instintivos nascidos do inconsciente. Ele apresenta sua teoria de que a civilização é construída sobre a renúncia do instinto, mostrando que a religião é um instrumento de compensação ao homem pelas privações que ele sofre ao ser civilizado, pois a civilização impõe algumas regras para controlar suas relações sociais. Mesmo que essas regras sejam um fardo aos homens, ela é necessária, pois sem algumas proibições, os indivíduos demonstrariam com mais frequência seus desejos instintivos de incesto, assassinato, etc. Entre os avanços da civilização, Freud inclui os costumes de pessoas psicologicamente desenvolvidas, ideais culturais, criações artísticas e ideias religiosas, ou ilusões. Isso cria nos indivíduos um senso de identificação e satisfação cultural. No entanto, Freud preocupa-se mais com a religião, isto é, com sua natureza ilusória. Para ele a religião tem três funções principais: humanizar a natureza; propor um contexto no qual se pode chegar a um acordo com a inevitabilidade da morte; e consolar os indivíduos pelos sacrifícios e privações impostos pela civilização. Seu ponto principal é que as ideias religiosas se originaram da ideia de impotência do ser humano. Com base nisso, ele compara o impulso religioso a uma espécie de neurose, cuja essência é a ansiedade reprimida. A crença generalizada em ideias religiosas é um problema para Freud. Ele observa que a religião perdeu influência devido aos avanços científicos, prevendo assim mais desilusão. O sistema moral baseado na ideia de Deus é inferior ao baseado na razão humana. Para Freud, o indivíduo deve desistir da ilusão de um Deus pai onipotente. Para ele é preferível que interiorize os preceitos de civilização e entenda que assim estará agindo em seu próprio benefício. Resumidamente, a solução de Freud reside na primazia do intelecto. O intelecto acabará prevalecendo e atingindo os mesmos objetivos daqueles esperados da religião, ou seja, o amor da humanidade e a diminuição do sofrimento humano.
    Equipe: Damile Santos, Samara Julia, Thais Pimentel e Alex Lima.

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  5. A doutrina freudiana aos poucos foi sendo implantada em vários países, como Grã-Bretanha, Hungria, Alemanha, e nos Estados Unidos. Na Suíça, produziu-se um acontecimento maior na história do movimento psicanalítico. Eugen Bleuler, um famoso médico de Zurique, começou a aplicar o método psicanalítico ao tratamento das psicoses, promovendo, ao mesmo tempo, a noção de esquizofrenia. Com esse passo, uma nova “terra prometida” se abria à doutrina freudiana, já que, a partir do saber psiquiátrico, começou-se a buscar uma solução para o enigma da loucura humana.

    Anthonyo Marcos

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  6. É bastante intuitivo que as nossas experiências passadas interfiram em nossa personalidade presente. Me parece que o ponto que mais gera divergências é "como?".
    A proposta de Freud é interessante do ponto de vista teórico e usual. A teoria explica muitos fenômenos e isto é pertinente em uma teoria. Todavia, é necessário se pensar que a cadeia que liga um acontecimento passado a uma personalidade presente não poderia ser tão simples ao ponto em que meros diálogos pudessem esclarece-las. Se ele existe, e eu creio que sim, diálogos não captariam com precisão o processo. Assim como posso trocar uma palavra por outra, cometendo um ato falho, posso também estar apenas a trocar por puro acaso. Isto diz que nem todo ato falho seria um indício de uma situação passada. É pretensiosa a teoria que tenta explicar com simplicidade um processo que, se existe, deve ser extremamente complexo. Percebe-se uma séria semelhança entre a psicanálise e a astrologia. Ambas acreditam ter o procedimento adequado para dizer sobre a raiz da personalidade de um indivíduo decorrendo, uma a astros e outra a situações. A segunda opção parece ser bem mais explicável, mas ainda sim, não acredito que a psicanálise tenha tido tanto sucesso teórico, quanto tem em popularidade e seguidores.

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  7. A cultura ou civilização é exclusivamente produto da atividade humana em sociedade. Ela se desenvolve a partir das relações sociais que buscam atender as necessidades morais e materiais dos invidíduos. Na obra "O futuro de uma ilusão", Freud analisa os diversos aspectos presentes na civilização, cultural, religião etc. Para Freud, a religião não passa de uma ilusão que visa suprimir os instintos humanos, assim a religião é uma ferramenta eficiente para ordenar e manter a civilização. O homem, nesse caso, suprime seus impulsos instintivos baseando-se em dogmas que não passam de ilusões. As crenças sobrenaturais são efeitos das ilusões e fantasias humanas, nascem também da tentativa de explicar, embora insuficientemente, o próprio mundo.

    Natasha Gonçalves

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  8. Freud: Educação, Religião, Ciência e Civilização
    Uma crítica a exaltação da ciência em Freud

    A Religião sempre teve um papel de extrema importância na formação do cidadão e das sociedades. De acordo com Freud a religião passou a influenciar na formação ético-moral do homem e sociedade quando os mesmos começaram ver a natureza de forma antropomórfica. Para Freud a religião é uma ilusão criada pelo homem como uma maneira de acalmar o medo da morte e do destino.
    Freud dizia que as questões relacionadas à formação do cidadão e da civilização não deveriam mais ser construídas a partir dos conceitos teológicos, mas sim a partir das questões ético-morais constituídas por um aprendizado onde o homem usaria a ciência para formar o cidadão e a civilização. O que Freud propõe é uma formação da civilização através de uma educação sem a religião, uma educação extremamente científica.
    A formação da civilização sem a religião e somente a partir da educação científica parece ser algo muito interessante, mas apresenta problema. O problema com essa idéia é que no momento em que a ciência veio como meio de explicar as questões e como forma e ajudar a humanidade, ela também trouxe problema – a ciência ajuda muito, mas também mata bastante.
    Na modernidade a “ciência resolve”, “forma o cidadão melhor”, mas será? A questão que surge é: como forma melhor, se a humanidade parece mais desumanizada? A ciência que veio como a forma de formar e ajudar a humanidade produziu duas grandes e terríveis guerras mundiais que mataram milhões de pessoas. A ciência ajuda, mas também mata. Ela veio como salvadora, mas ela produziu e equipou os homens vis para guerra que matam em massa.
    É certo que a ciência tem seu valor e deve ser usada na construção de nossas sociedades, no entanto, contrariando a idéia de Freud que (a religião deve ser retirada e deixada de somente a ciência) acreditamos que uma civilização não deve colocar de lado os preceitos religiosos, mas sim, somar os preceitos religiosos e científicos. Portanto, entendemos que a educação deve partir da ciência, mas sem descartar a religião, porque a religião ajuda na formação da civilização e do cidadão sendo isso provado historicamente.

    Valdenilson Valdez

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