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Mostrando postagens de dezembro, 2018

O vínculo de Freud com a mãe e a influência desta relação na teoria psicanalítica do complexo de Édipo.

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Nas grandes produções humanas, principalmente no campo intelectual, não é difícil perceber que a teoria está inerente ao histórico de vida do teórico. Já dizia o filósofo alemão: “gradualmente foi se revelando para mim o que toda grande filosofia foi até o momento: a confissão pessoal de seu autor, uma espécie de memórias involuntárias e inadvertidas [...]” (NIETZSCHE, Para além de bem e mal – prelúdio de uma filosofia do porvir, § 6). Com Freud não podia ser diferente; é percebível a influência de seu contexto familiar em suas teorias, quando se tem uma análise apurada dos seus dados biográficos. Em um destes fatores influenciadores em suas teorias, advindos do contexto familiar, a relação de Freud com a mãe torna-se interessante de se investigar e refletir, uma vez que o próprio pai da psicanálise expõe este afeto nutrido por uma paixão, que influencia na ideia do complexo de Édipo. Um único pensamento de valor genérico revelou-se a mim. Verifiquei também no meu caso, a paixã...

A sexualidade em Freud: O período de latência como fator de socialização.

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Este é o período em que a energia da libido torna-se deslocada, não mais visando seus objetivos sexuais, mas se direcionando, de forma sublimada, para o desenvolvimento social e intelectual da criança (FIORI, 1981). Este processo é fundamental para estabelecer um momento de intensa absorção de valores sociais, regras, cultura, padrões e crenças por parte desta criança, proporcionando uma socialização do indivíduo. E esta energia é fonte da produção humana, apesar de não encontrar-se direcionada aos objetos sexuais, impulsiona o desenvolvimento social e suas relações padronizadas. Esta energia da libido não cessa; apenas se desloca, neste período. Expõe Freud (1980a, p. 239): Durante este período, a produção de excitação sexual não é de forma alguma interrompida, pois continua e produz uma reserva de energia que se utiliza em grande parte para finalidades não sexuais – ou seja, por um lado, contribuir com os componentes sexuais para os sentimentos sociais e; por outro (através...

A civilização e o controle dos instintos: a forma imposta aos homens para regular a vida comum.

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     A civilização surge como uma espécie de proteção ao homem. Através dos agrupamentos, o homem estabelece uma organização de relações, que implica os benefícios de sobrevivência, porém se têm, como imposição pela coletividade, os encargos dos sacrifícios dos instintos por este indivíduo. Troca-se o impulso do prazer total pela segurança de se viver em uma comunidade. A cultura surge por este fator de agrupamento visando à sobrevivência, e traz os elementos deste acordo ao indivíduo logo após o nascimento. São eles, os usos, costumes, morais, dogmas, preceitos, dentre outros mecanismos de tentativa de massificação do pensamento. A civilização é definida por Freud (1930-1936, p.33): Basta-nos então repetir que a palavra “civilização” designa a inteira soma das realizações e instituições que afastam a nossa vida daquela de nossos antepassados animais, e que servem para dois fins: a proteção do homem contra a natureza e a regulamentação dos vínculos dos homens ent...